31.10.25
Preparados? 🐺
Débora
Bom dia 🐺 Feliz Halloween para todos 😊 Hoje é dia de partilhar a estória mais assustadora desta altura. Preparados? 😉
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31.10.25
Débora
Bom dia 🐺 Feliz Halloween para todos 😊 Hoje é dia de partilhar a estória mais assustadora desta altura. Preparados? 😉
28.10.25
Débora

Regressaste aos meus pensamentos como quem pede licença para entrar. Tomei como aviso e está nas minhas mãos deixar-te entrar ou não. Pois, tenho um recado para ti. Não há mais espaço para ti na minha vida.
A tua ausência, a tua indiferença, o teu silêncio falam por si e são as respostas que eu precisava de saber para avançar com a minha vida.
Sim, uma relação é feita a dois e também não me direcionei a ti, não me quis encontrar contigo. Mas o que a vida me tem mostrado, o que eu tenho aprendido é que por vezes, as pessoas, as amizades só fazem sentido numa certa altura da vida. Gostos mudam, crenças mudam, personalidades mudam e não sendo tudo igual, começo a perceber porque já não quero que faças parte da minha.
A verdade é que até hoje não houve uma conversa final, uma despedida. Pode-se dizer que ficámos em aberto? Talvez a resposta seja sim. Mas a porta é um "estamos encerrados."
27.10.25
Débora

Buuuoa noite 😉🧟♀️ A noite mais assustadora do ano está a chegar 👀 Para ti, quais são as duas coisas que não pode faltar no Halloween e quais são duas que não fazem falta nenhuma 😂? Quero saber as vossas opiniões 🐺
24.10.25
Débora

Final de tarde. Nublado com o pôr do Sol a aproximar-se e saí de casa por breves instantes. Com as preocupações do dia a dia, quis respirar fundo fora das quatro paredes.
E não podia ter sentido melhor alívio do que respirar o ar do campo: era uma tarde amena de outono e o Sol iluminava o meu rosto enquanto andava nos campos.
Olhava para o céu e via pássaros a regressar ou a sair dos seus ninhos. Sorria por apreciar a Natureza como ela é.
As flores e folhas abanavam com a leve brisa que se sentia. Tocava com as minhas mãos e sentia cada pormenor das mesmas. Perdi de vista a cor bonita e imensa das flores. Fechava os olhos e cada passagem por elas fazia-me viajar no tempo. Tempo de calma, de zero preocupações, de zero cumprimento de horários, de ausência de agendas e de listas, de afazeres. Ali era só uma mulher a apreciar o que a Natureza dá. Só queria receber paz e tranquilidade.
As cores do céu misturavam-se entre elas: os tons rosa, laranja, amarelo do Sol. Era magia, era simplicidade. Era tudo o que precisava.
Por aqueles breves instantes não existia mais nada. Apenas eu, a minha respiração e a Natureza. Por aqueles breves instantes era livre de responsabilidades. Não queremos ser todos um bocadinho?
18.10.25
Débora
“A liberdade não tem morada. A liberdade vive e morre, não nas leis mas sim no Homem, no instante em que alguém fecha os olhos e sente que pode ser quem é, sem pedir perdão por isso. É uma acendalha antiga, que vive entre o coração e o pensamento. Uma força serena, que morre quem tenta domesticá-la, sem lamento. Há quem confunda liberdade com ausência de compromisso. Com o direito de partir, sempre que o vento muda ou fica mais forte. Mas fugir não é ser livre. Também o é para quem o deseja, mas ser livre é muito mais do que isso. É escolher ficar quando o coração o deseja e é sair quando o coração assim o quer. Também é sentida nas pequenas coisas. No café tomado devagar e sem pressa, no pôr do sol que é visto de quando em quando, na conversa que se prolonga a perder de vista. Não tem de ser sentida numa flotilha a caminho de Gaza, pode ser sentida num cacilheiro a caminho de casa. Não existe liberdade onde há constante ruído. Ela gosta do silêncio, da leveza que se encontra na solidão, do espaço e no tempo onde o pensamento se consegue escutar, não onde tudo está destruído. É nesse vazio fértil que nascem as decisões que são realmente nossas. A liberdade é também um risco. Andar sem mapa nem horário, saber que se pode perder, mas ir mesmo assim, quando tudo nos indica o contrário. É aceitar que o arrependimento é o melhor professor de todos, que o erro faz parte do caminho. É não ter medo de cair, cair e continuar a andar, com o mesmo brilho nos olhos, mesmo que de vontade só tenhamos um bocadinho. Quem a quer de verdade precisa de aceitar o eco das próprias palavras, o rumo das próprias ações. Ser livre é ser leve, mesmo com o peso de todas as nossas decisões. É aceitar que o queremos pode não ser o que precisamos. E quem precisamos podem não ser aqueles que mais amamos. É equiparável ao amor em termos de beleza, mas não de leveza. É mais fácil conquistar o amor de alguém do que a liberdade que, se nos faz refém, tem-nos para toda a vida. Dizem que há algo de contagiante na solidão. Mas também há algo de contagiante na paz de quem pode dizer tudo, que o faz sem ser entredentes. Na paz de quem vive sem correntes. A liberdade não se possui, não se guarda, porque ela escapa. Não se conquista, não se detém, porque ela arranja maneira de sair à socapa. Vive e morre dentro de nós, sejamos livres neste tempo, porque não o foram os nossos avós. A liberdade simplesmente é. E ser-se livre é lembrar-se do que se sente, do que vale a pena e, acima de tudo, ser livre é lembrar-se de quem se é. Sejamos livres.” Autor deste texto que me enviou acerca do aniversário da página do blogue. Obrigada pela vossa leitura 📖
16.10.25
Débora
15.10.25
Débora

Semanas passaram-se desde a última transformação que teve. Tem continuado a aprender muito e a observar muito.
Nicole, uma sobrevivente em tempos de loucura. Tempos estes onde já não há empatia, respeito pelo outro, pôr no lugar do outro, dar a mão ao próximo... A sociedade está egoísta, conservadora, mesquinha e muito "poucochinha."
Os bons tornam-se os maus nas histórias, os bons começam a duvidar deles próprios devido aos maus, os bons começam em pôr em causa devido aos maus, os bons entram em tristeza porque os maus os deitam abaixo.
"Ah!!!", grita Nicole enquanto escreve mais um capítulo início no seu diário. Sente-se injustiçada, sente-se mal num mundo onde não há compaixão.
Eis que ao fundo do túnel, ouve a campainha. Dirige-se à porta e pergunta quem é. É o carteiro.
"Tem uma carta para a assinar, minha senhora." Nicole assina e agradece, fechando a porta em seguida.
Era da sua amiga Dimitra.
Dirigiu-se à sua secretária, pôs o diário de lado e começou a ler o que estava escrito.
Escrevo-te com saudade. Não só minhas como o teu afilhado tem tuas. O Nícolas todos os dias pergunta por ti. Como andarás, o que estarás a fazer mas principalmente pergunta-se se também sentes a falta dele. Tem crescido e aprendido lutas com os irmãos mais velhos e só fala em como te quer mostrar o quão corajoso é. Um rapaz sem medo, diz ele.
Estamos em tempos de loucura, de guerra, de todos contra todos, mas felizmente sabemos que podemos contar contigo. Quando regressares da tua viagem, que a nossa casa seja a tua primeira paragem.
Temos saudades de ouvir as tuas histórias, as tuas aventuras e das memórias que partilhas connosco.
Temos saudades do teu abraço e melhor que isso, da tua presença.
Volta depressa.
Nicole dobra a carta e abre uma gaveta, guardando junto às restantes que tem trocado com Dimitra.
Sorri ao relembrar o que leu e o que já viveu com esta segunda família para si.
Voltou ao seu diário e acrescentou o seguinte: "em tempos bárbaros, há esperança, há amor, se nos agarrarmos a ele, a quem nos dá a mão e nos faz sentir o Mundo, não estaremos perdidos. Vou-me agarrar a quem tenho, a quem me faz sentir bem, a quem me faz sentir eu própria e a quem nunca me fez duvidar de mim mesma. Para vocês Nícolas e Dimitra."
15.10.25
Débora
