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ESTAVA A PENSAR EM DAR-LHE UM ABRAÇO

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Rodrigo e Gabriel eram amigos há anos e todos os Natais trocavam presentes.
 Por motivos pessoais, Rodrigo teve de emigrar e foi o primeiro Natal sem vir a Portugal.
 Os amigos mantinham o contacto por chamadas e redes sociais.
 Gabriel organizava o jantar de consoada com a sua família, quando tocaram à campainha. Nem acreditava no que via. Rodrigo à sua porta. Fizera uma surpresa à família e amigos e conseguiu arranjar voo para aquela data festiva.
 A irmã de Gabriel ouviu risos e vozes na porta de entrada e dirigiu-se até lá. Gostou de ver o amigo e abraçou-o.
 Matilde lembrou o irmão que não tinha comprado prenda para o amigo. Este descansou-a, dizendo-lhes que tinha enviado por correio e de repente, riram-se porque não estaria ninguém para abrir a porta. Voltaram a abraçar-se e os irmãos ajudaram-no com as malas. O melhor presente foi aquele abraço.
 A presença. O toque. O "estou ali". Bens materiais vão e vêm, mas o "estar ali", as atitudes são o que marca a vida das pessoas. 
 As relações vivem de momentos bons e menos bons. Quando há momentos menos bons, faz-nos valorizar (ainda mais) os bons.
 Não deixemos para amanhã a presença que podemos ser hoje. Porque naquele momento é tudo o que a pessoa precisa.